Futsal… Vitória !!!

João Mineiro, 28 de Novembro de 2010 16:28

Our Clube, Our Rules

João Mineiro, 24 de Novembro de 2010 8:10

Com os nossos parabéns ao FC United of Manchester, representantes da defesa do futebol com tradição.

Mais informação, aqui.

8.742 espectadores

Francisco Santos Ferro, 21 de Novembro de 2010 22:27

Taça de Portugal. Estádio José de Alvalade. Sporting 1 – Paços Ferreira 0.

.

Número médio de espectadores por jogo na Liga (fonte: www.lpfp.pt):

Porto 40.934

Benfica 40.295

Sporting  23.570

V. Guimarães 16.276

Braga 11.910

Isto sim, é preocupante. Isto sim, deveria fazer pensar todos os Sportinguistas se, de facto, estamos no bom caminho.

Se estamos «à distância de um clique».

Outra vez a falta de maturidade?

Francisco Santos Ferro, 9 de Novembro de 2010 22:40

Com a justificação de uma suposta falta de maturidade de uma equipa construída desde há várias épocas pela mesma equipa técnica, mesma equipa dirigente e mesma equipa directiva, foi realizada uma revolução a nível da constituição do plantel para esta época, tendo sido contratados vários jogadores de maior idade, como Valdes, Maniche ou Evaldo, e tinha sido também contratado o experiente Pedro Mendes e efectivado novo contrato com Liedson.

Ao mesmo tempo, foram vendidos os dois jogadores mais valiosos da equipa e dos mais importantes, Moutinho e Veloso, que contabilizavam juntos cerca de 400 jogos na equipa principal, e foram dispensados Tonel e Caneira.

Na devida altura (ver aqui), levantei sérias dúvidas sobre esta estratégia.

Verificamos agora que, praticamente com trinta jogos realizados, entre particulares e oficiais, desde o início da época, a equipa não tem, nas palavras do seu treinador, a maturidade suficiente para manter uma vantagem de dois golos, em Alvalade, a um quarto de hora do fim do jogo, perante um actual concorrente directo na Liga.

A estratégia falhou.

Muitos crucificam o bode expiatório, o jogador Maniche.

Ontem não perdemos o jogo porque Maniche (jogador que supostamente deveria acrescentar experiência e maturidade à equipa, e que verá em breve o seu contrato automaticamente renovado, segundo se diz, para valores da ordem dos 1,5 M€ anuais – correspondem a mais de 6% dos «custos com pessoal» da época passada) teve uma atitude irreflectida.

Perdemos o jogo, isso sim, porque a equipa não teve capacidade para o controlar. Chamem-lhe falta de maturidade, eu chamo-lhe falta de competência, de treino, de definição de uma estratégia para a equipa, de um modelo de jogo, de uma estabilidade táctica, de os jogadores saberem o que fazer dentro do campo. Simplesmente o Sporting nunca pode perder aquele jogo naquelas condições, jogasse com 10, com 9 ou com 8 jogadores. As responsabilidades não são de um jogador só – afinal estávamos a ganhar por dois, não estávamos empatados ou a perder!

Os Sportinguistas reagem, naturalmente, colocando tudo em causa devido a uma derrota. Não concordo. Nem tudo está bem porque se ganha um jogo, nem tudo passa a estar mal porque se perdeu um jogo. Esta derrota acaba por ser mais um sintoma, cada vez mais frequente, do estado do nosso Clube. Da falta de estratégia que considero existir, desde que este Conselho Directivo e este Presidente do CA da SAD entrou em funções.

Como disse, nem tudo passa a estar mal porque perdemos este jogo. Considero, isso sim, que tudo já estava e continuaria a estar mal mesmo que tivéssemos ganho este jogo.

Saudações Leoninas.

Plano de Pormenor: Alguns esclarecimentos II

Pedro Rosado Silva, 5 de Novembro de 2010 13:47

Pedindo desde já desculpas pela insistência no tema, mas para não perder actualidade completo o post de ontem.

Fica-se então a saber, nas “notícias” anteriormente referidas, que ficou aprovado em 03NOV2010 o envio do Plano de Pormenor para a CCDRLVT.

Importa então fazer um esboço cronológico das fases deste processo:

Faseamento do Plano de pormenor

1.) Inicio do procedimento da elaboração do Plano de pormenor – 20JAN2010
2.) Anuncio – 29JAN2010
3.) Publicação – 17MAR2010
4.) Inicio do período de participação preventiva (8 dias após anuncio)
5.) Período de participação preventiva (20 dias)
6.) Elaboração da Proposta de Plano (60 dias após conclusão do período de participação preventiva)
7.) Aprovação do envio do Plano de pormenor para a CCDRLVT – 03NOV2010
8.) Parecer do CCDRLVT ( 60 dias)
9.) Reformulação da Proposta de Plano (30 dias após recepção do parecer da CCDRLVT)
10.) Publicação do aviso de Discussão Pública pela CML em DR, CS e site
11.) Discussão pública (nunca inferior a 22 dias)
12.) Resposta por escrito ou directamente às reclamações, observações, sugestões e pedidos de esclarecimento pela CML
13.) Ponderação e divulgação dos resultados da Discussão Pública na CS e site
14.) Versão Final do Plano (30 dias após discussão pública)
15.) Aprovação do plano em Assembleia Municipal
16.) Publicação da deliberação de aprovação do Plano de Pormenor em DR II série (no prazo máximo de 2 meses) com divulgação do conteúdo documental no site.

Temos então que a 20JAN2010 se deu inicio a um procedimento que deveria levar 120 dias (conforme afirmado no próprio anuncio da CML) e por isso mesmo (mesmo admitindo que este prazo seja referente ao envio do plano para CCDRLVT) já deveria ter sido enviado em finais de Abril. Estamos em Novembro!

Como ontem referi, com esta aprovação do envio do Plano para a CCDRLVT, a não ser que  de repente todas as entidade se tornem eficientemente céleres, para lá do que expectável e obrigatório, serão no mínimo 160/180 dias (6 meses).

Posto isto começar-se-á a fazer projecto.

Para quem não sabe, um projecto (até à construção) dever-se-á organizar pela seguinte cronologia:

1.) Programa Preliminar com indicação, por parte do requerente, dos objectivos, características orgânicas, funcionais e condicionamentos financeiros da obra.
2.) Programa Base com a verificação da viabilidade do projecto, apresentando propostas e soluções alternativas mais favoráveis à realização do projecto.
3.) Estudo Prévio com desenvolvimento da solução programada, relativamente à concepção geral do projecto.
4.) Projecto Base com desenvolvimento dos elementos necessários para o licenciamento nas entidades competentes.
5.) Projecto Execução com a elaboração de documentos necessários à boa execução dos trabalhos em obra.

Assim, admitindo que o projecto esteja informalmente a avançar (ainda que as condicionantes impostas pelo plano não sejam ainda totalmente conhecidas), relevando o facto de se desconhecerem Programas Preliminar e Base (os quais considero que os sócios deveriam ter sido informados e consultados, mesmo que informalmente), que para o Estudo Prévio possam ser considerados os elementos constantes do pedido de informação prévia constantes do procedimento do Plano de Pormenor (parecem-me curtos para serem considerados mas enfim…), ainda se terá que passar por procedimentos obrigatórios, como sejam o processo de licenciamento onde terá (com participação de todas as especialidades) ser ser submetido à apreciação e aprovação por parte das entidades competentes (e isto obedece a mais prazos). Só depois se partindo para projecto de execução e finalmente obra (sem querer acreditar que se entre em esquemas de projectos de pormenor a correrem juntos com a construção).

Por mim, considero que tecnicamente é possível, finalizado o processo do Plano de Pormenor, que a obra possa se iniciar em 4/6 meses, demorando a construção (com alguma boa-vontade) 9/12 meses. Em números: Estamos em Novembro de 2010, acredito que este processo esteja pronto em Abril de 2011, obra em Agosto/Setembro de 2011, pavilhão em Junho de 2012. Difícil, mas não impossível. Esta é aliás a informação prestada seguramente suportada nas calendarizações dos projectistas.

Mas, considerando o processo irreversível, o que eu mais quero é que o Pavilhão se faça.

Quero que fique bem feito e que responda a todas as necessidades do tradicional ecletismo do clube, sem exclusões nem que para isso acontecer se demore mais tempo. É que será provavelmente a ultima hipótese de o fazer.

Confesso no entanto que me desagrada a falta de informação e discussão sobre o pavilhão propriamente dito: o Programa, a Lotação, Modalidades a servir, Valências e Viabilização.

Seremos postos perante o produto acabado sem que nada seja informado, sem que exista o desejado envolvimento associativo na discussão (não retirando uma linha da capacidade de gerir e decidir a quem de direito) de um processo que poderá definir a matriz que queremos para o clube no futuro, e as bases do seu desenvolvimento ecléctico.

Plano de Pormenor: Alguns esclarecimentos I

Pedro Rosado Silva, 4 de Novembro de 2010 9:22

Vem na newsletter do clube em 01NOV2010:

MAIS UM PASSO NESTA LONGA CAMINHADA

O próximo dia 3 de Novembro, será mais uma data a memorizar por todos os Sportinguistas que se identificam e valorizam o Clube eclético, na reunião extraordinária de Câmara, que se realizará nessa 4ª feira pelas 9:30H, tudo indica que será aprovado o envio do Plano de Pormenor Alvalade XXI, (que contempla o nosso futuro pavilhão desportivo), para apreciação na Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

É mais um passo nesta já longa caminhada, que visa a realização do sonho do universo Leonino, a construção do nosso pavilhão desportivo. Depois de mais este passo, resta-nos aguardar que esta comissão cumpra os prazos legais estabelecidos por lei, e que até ao limite de 60 dias, emitam o seu parecer sobre o PP. Para que no menor espaço de tempo, possamos finalmente iniciar efectivamente, o projecto de execução do futuro pavilhão.

Como os Sportinguistas estão ávidos de notícias relativas a este tema, fica a importante informação.

Tendo sido depois comunicado pelo clube:

A Câmara Municipal de Lisboa votou favoravelmente o Plano de Pormenor Alvalade XXI, onde está englobado o novo pavilhão multiusos do Sporting Clube de Portugal. A autarquia deu luz verde ao projecto que será agora alvo de uma derradeira análise por parte da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que dará o último e decisivo parecer num prazo limite de 60 dias. Se o parecer for favorável, o Sporting poderá avançar para construção da nova estrutura desportiva que irá ficar.

Mário Patrício, director geral das modalidades do Clube, ficou satisfeito com o desenlace da reunião camarária, esperando agora que a Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo decida em conformidade. “Só depois de termos o último parecer favorável é que poderemos avançar para a elaboração do projecto.

É um processo em que estamos confortáveis e a Câmara também, porque se não estivesse, não o teria levado a aprovação. Tudo indica que teremos uma resposta final positiva e foi para isso que trabalhámos desde o início do processo. Num momento em que o país atravessa uma crise política, fiquei satisfeito por ver os principais partidos políticos na autarquia votarem a favor (registaram-se as abstenções dos vereadores da CDU e do BE). É fundamental que haja consenso e esperamos poder avançar em breve para a construção do nosso pavilhão”, vincou.

Congratulo-me com o evoluir do processo mas alerto que este passo, sendo importante, é apenas isso: Mais um passo!

Congratulo-me também por finalmente perceber em que ponto do processo se está (pelo menos com uma menor margem de erro).

E por isso parecem-me importantes alguns esclarecimentos.

Antes de mais; o que foi aprovado ontem em sessão camarária foi apenas o envio do Plano de Pormenor para apreciação e parecer da CCDRLVT.

Este passo está longe de ser finalizador do processo. Sumariamente temos que (e voltarei a esta tabela cronológica mais aprofundadamente noutra ocasião) a CCDRLVT terá 60 dias para emitir o parecer, seguindo-se depois 30 dias para a Reformulação da Proposta de Plano, 22 dias para discussão pública, 30 dias para a elaboração da versão final do plano e 60 dias para publicação (isto sem levar em conta com desfasamentos entre elaboração de pareceres ou tomada de decisões e sua publicação que acrescentarão dias ao processo).

A não ser que de repente todas as entidade se tornem eficientemente céleres, para lá do que expectável e obrigatório, serão  no mínimo 160/180 dias (6 meses) antes de se começar a fazer projecto!

Posto isto poder-se-á começar a fazer projecto. Admito que informalmente ele possa estar a ser desenvolvido, mas ainda passará por procedimentos obrigatórios, com sejam o processo de licenciamento, só depois se partindo para projecto de execução e finalmente obra.

Também se deve esclarecer que o Sporting não pode, como qualquer pessoa minimamente interessada saberá, “estar a trabalhar no Plano”, contrariamente ao que já ouvi afirmado pelo Presidente do CD em entrevista à RTP.

Citação de: Presidente do CD:

Tamos a trabalhar no Plano de Pormenor…

O plano de pormenor tá ultimado, falta pareceres sobre questões de tráfego, já está, falta ruído e uma ou outra questão…

O procedimento é da exclusiva competência da CML não podendo um interessado no seu resultado ser parte activa na sua elaboração. Pelo menos de maneira formal

Neste conhecimento, reconheço e aceito que em termos da progressão do processo, o clube não terá muito a ver com o que está ou não feito, com os desacertos ou atrasos. Espera pelo cumprimento dos trabalhos de outros.

Ainda assim um pouco mais de clareza e certeza nas informações prestadas e sinceridade na gestão das expectativas não seria descabido.

É preciso…

João Mineiro, 4 de Novembro de 2010 8:30

…ensina-los a comer a relva. A terra se for necessário!

Legenda: Equipa de júniores treinou três dias com os comandos, fotos DN.

Quem está pior, o Sporting ou o país?

Francisco Santos Ferro, 2 de Novembro de 2010 19:00

A comparação entre a situação do Sporting Clube de Portugal e a do estado do nosso país já foi aflorada por alguns cronistas. Não muitos, porque são poucos os que ousam exprimir opinião crítica sobre o Sporting. O Clube, não a equipa de futebol profissional.

As semelhanças entre as duas instituições, uma centenária e outra quase milenar, são por demais evidentes.

  1. Ambos gastam muito acima do que podem.
  2. Ambos têm um desequilíbrio orçamental gravíssimo.
  3. Ambos são governados por pseudo-elites.
  4. Em ambos é passada a mensagem de que apenas essas elites os podem governar; no Sporting simplesmente “porque sim” ou “porque não se vê alternativa”, no país porque o sistema político assim o define.
  5. Em ambos a banca exerce um poder decisivo.
  6. Enquanto o Sporting vende património, nuns casos autorizado pelos sócios e noutros nem por isso, Portugal vende as suas empresas, usando e abusando das privatizações, sob uma capa qualquer de liberalização de sectores não estratégicos.
  7. Ambos possuem uma série de empresas, nas quais são albergados os pertencentes às pseudo-elites, ou com as quais estes executam as suas negociatas.
  8. Ambos possuem um líder de governo no qual os governados, regra geral, não se revêem, e pior, no qual não confiam.
  9. Em ambos, quem governa, fá-lo única e exclusivamente pelo poder, i.e. para se manter no poder.
  10. Ambos atingiram um estado desastroso, que apenas não surpreendeu os mais atentos. Em ambos os casos, não se vislumbra como será possível sair das respectivas crises actuais.

Contudo, existem também diferenças, e fundamentais: 

1. Enquanto na política existe uma imprensa atenta, crítica, uma parte dela independente, no futebol tal não acontece. Quase toda a imprensa desportiva é comprometida com os poderes instituídos. Este facto impede que muita informação fundamental chegue à grande maioria dos nossos sócios e adeptos. 

2 . No país, por via do próprio sistema democrático instituído, existe oficialmente uma oposição. O que, per si, proporciona a existência de uma visão crítica, que não é apenas bem vista, mas que existe precisamente por ser um dos pilares da própria democracia. No Sporting, apesar da existência do Órgão Social Conselho Leonino e de nele poderem estar representados elementos não afectos à lista vencedora do acto eleitoral, a sua actuação e os seus poderes são muito limitados, sendo estes praticamente apenas consultivos.

3. A crítica à acção dos governantes da Nação é normal, diria mesmo, um hábito em cada político, jornalista, crítico político, em qualquer Português. Ao invés, no Sporting Clube de Portugal, é usual os seus responsáveis apelidarem os seus críticos de anti-Sportinguistas, e de responsáveis pelos maus resultados desportivos ou pelo adiamento na tomada de medidas de saneamento financeiro, que os mesmos consideram fundamentais, mas que não querem explicar devidamente.

Enquanto na política é fácil perceber a crítica e a sua própria existência, no Sporting acontece o contrário: quando se criticam os Órgãos Sociais eleitos, quando se criticam administrações da SAD, quando se criticam as actuações e as decisões de ambos, é passada a ideia de que se está a criticar o próprio Clube, o que é completamente errado.

Porque são apelidados de anti-Sportinguistas aqueles que ousam colocar em causa o desempenho dos responsáveis do Clube, e não é considerado anti-patriota quem se atreve a analisar, discutir, criticar o governo da nação? 

4. As contas do Estado são públicas. As do Sporting Clube de Portugal são secretas. Não as da SAD, nem as da actividade desportiva do Clube. Mas sim as de todo o Grupo Empresarial do Sporting Clube de Portugal, constituído por quase uma vintena de empresas. As contas consolidadas de todo o Grupo Sporting não são divulgadas aos sócios do Sporting CP, afinal os seus próprios donos.

5. Enquanto que para controlar as contas do Estado temos um Tribunal de Contas, para controlar as do Sporting CP temos um Conselho Fiscal e Disciplinar, eleito juntamente com aqueles que se propõem “fiscalizar”.

 

É por isso que, apesar das semelhanças, a conclusão acaba por ser simples: o nosso Clube está muito pior do que o nosso país.

Uma Academia, anormal e imprevista

Francisco Santos Ferro, 26 de Outubro de 2010 19:30

No passado dia 6 de Outubro, a SPORTING – Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, emitiu um comunicado à CMVM sobre a compra da Academia Sporting Puma ao Sporting Clube de Portugal. Nele se inclui a seguinte passagem:

Caso no futuro se verifique uma valorização anormal e imprevista da Academia, fundada exclusivamente em alterações das circunstâncias legais e urbanísticas do imóvel, reverterá para o Sporting Clube de Portugal a mais-valia que a Sporting SAD venha a realizar com a transmissão a terceiro.

De facto, pouca coisa é normal hoje em dia no Sporting  Clube de Portugal, pelo que esta forma de contornar o compromisso assumido nas Assembleias Gerais é tudo menos imprevista.

Sobre a primeira parte desta passagem, suscitam-me as seguintes dúvidas:

  • A partir de quanto se considera uma valorização como “anormal”?
  • Qual a valorização que está prevista, e a partir de quanto ou em que situações se poderá considerá-la como “imprevista”?
  • E se a valorização for de facto anormal, mas dentro do previsto?
  • E, se pelo contrário, for imprevista, mas nada anormal?

A segunda parte desta nota coloca condições adicionais à anormalidade e à imprevisibilidade da tal valorização. É que esta só será considerada caso seja fundada “exclusivamente” em duas condições, que se têm que verificar cumulativamente: alterações das circunstâncias legais e alterações das circunstâncias urbanísticas. Pergunto:

  • Se acontecer uma valorização fundada não apenas nas condições acima descrita, mas também noutras que venham a ocorrer, a mais-valia de uma venda a terceito reverterá para o SCP?
  • Se a mesma acontecer, por via de alteração urbanística, mas sem alteração da “circunstância legal”, ou vice-versa, a mais-valia de uma venda a terceito reverterá para o SCP?

O compromisso assumido, em pelo menos duas Assembleias Gerais, pelo Conselho Directivo do SCP, nas pessoas do seu Presidente José Eduarto Bettencourt e do seu recem-eleito com 50,19% dos votos José Filipe de Mello e Castro Guedes que também usa José Filipe Nobre Guedes, foi simples:

A mais valia de uma venda da Academia revertirá para o Sporting Clube de Portugal.

 Sem menções a anormalidades ou imprevisibilidades, ou sujeita a qualquer condição.

Por outro lado, da mesma forma que a Sporting SAD comunicou aos seus accionistas e ao mercado a aquisição de um activo importante, continuo à espera que o Sporting Clube de Portugal comunique aos seus sócios que vendeu, por outras palavras alienou, esse mesmo activo.

A alínea n do nº 1 do artigo 44º dos Estatutos do SCP é explícita quando refere que compete exclusivamente à Assembleia Geral “autorizar, mediante proposta fundamentada do Conselho Directivo, a aquisição ou alienação de bens imóveis (…)”, enquanto que o nº 3 do mesmo artigo acrescenta que “as deliberações relativas à alienação ou oneração de imóveis ou de participações sociais exigem maioria de, pelo menos, dois terços dos votos”.

Ora, dito de uma forma muito simples, isto nunca aconteceu.

Nunca a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal autorizou a alienação da Academia Sporting Puma.

Por esse motivo, esta transacção é ilegal.

Os acima mencionados responsáveis do Conselho Directivo do SCP explicaram aos sócios em Assembleia Geral, que a aprovação desta transacção teria ocorrido durante a famosa Assembleia Geral realizada a 28 de Maio de 2008 no Pavilhão Atlântico. Acontece que o resultado da votação da proposta única apresentada foi de 63,71% de votos favoráveis, pelo que a mesma não obteve os necessários 66,67% dos votos.

Neste momento cabe aos sócios do SCP fazerem valer os seus direitos, e velarem pelos Estatutos do seu Clube. Mais do que um direito, é um dever dos sócios lutar pelo Sporting Clube de Portugal que lhes foi deixado.

Saudações Leoninas

Acerca do orçamento de quem vai à frente…

Francisco Santos Ferro, 26 de Outubro de 2010 7:25

Analisemos o onze inicial da equipa do Porto, que ontem goleou a União de Leiria:

  • Helton – € 1 M *
  • Fucile – € 1 M *
  • Rolando – € 1 M *
  • Maicon – € 1 M *
  • Alvaro Pereira – € 4,5 M
  • Fernando – € 1 M *
  • João Moutinho – € 11 M
  • Ruben Micael – € 3 M
  • Hulk – € 5,5 M
  • Falcão – € 3,9 M
  • Varela – € 0 M

* Informação oficiosa

  • André Villas-Boas – € 0,25 M

Total = € 33,15 M

Se pensarmos que Moutinho foi jogador formado na nossa casa, com custo de aquisição nulo, assim como Varela, se pensarmos que tínhamos um pré-acordo com André Villas-Boas que Costinha se apressou a rescindir para podermos contratar Paulo Sérgio por € 0,6 M, se pensarmos que nos últimos 16 meses gastámos perto de € 30 M na aquisição de jogadores, facilmente verificamos que a inferioridade exibicional e de resultados da nossa equipa nada tem a ver com orçamento ou falta dele.

Saudações Leoninas.

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