Ser Sporting no III Pensar Sporting da AAS (em directo)

Nuno Paiva, 20 de Fevereiro de 2010 11:03

Estamos no III Pensar Sporting, evento organizado pela AAS, e vamos partilhando convosco a informação essencial que se discute neste encontro de Sportinguistas.

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Hoje de manhã, um grupo de cerca de 40 Sportinguistas discutiu o futuro do Sporting Clube de Portugal num evento que pela terceira vez é organizado pela Associação de Adeptos Sportinguistas.

Com Pedro Faleiro Silva como anfitrião e moderador do debate, o grupo composto por vários sectores da vida do clube, como representantes de núcleos, ex-dirigentes, actuais conselheiros leoninos, assíduos bloguistas e vários membros do Ser Sporting, depositaram as suas energias na discussão do futuro da “Marca Sporting”.

Várias foram as sugestões apresentadas da melhor forma de rentabilizar a “Marca Sporting” e gerou-se como é hábito neste evento, uma boa discussão, que esperamos vir a dar frutos para o nosso clube.

Se quiserem, ponham as vossas questões.

(em constante actualização)

A perda de estatuto

Nuno Paiva, 17 de Fevereiro de 2010 15:09

São declarações destas que nos fazem entender que ano após ano, estamos a perder o estatuto de Grande quer em Portugal quer na Europa. E esse respeito que tanto custou a conquistar, só com o apoio de toda a massa adepta leonina se poderá manter!

Arteta

“Eliminatória seria fácil…”

Poderia ser fácil a vida do Everton em Lisboa, lembra Arteta, mas as falhas no capitulo da finalização foram “determinantes” para que o desfecho do encontro não fosse o ideal. “Não conseguimos o resultado que pretendíamos. Falhámos algumas oportunidades que tornariam a eliminatória e o jogo mais fácil. Em Lisboa, será duro para nós”, disse.

FONTE: “O JOGO”

Everton 2×1 Sporting CP

Nuno Paiva, 16 de Fevereiro de 2010 20:30

Estou satisfeito. E porquê? Porque vi o Sporting fazer um jogo mais de acordo com os pergaminhos do clube.

É óbvio que não demonstramos a confiança de outros tempos, mas hoje fomos mais equipa e menos um conjunto de jogadores e se fosse sempre assim ter-se-iam evitado muitos dos dissabores que vivemos nos últimos tempos.

Foi uma primeira parte equilibrada, com algum ascendente do Everton, que fazendo uso da sua condição de visitado tentou nos minutos iniciais empurrar o Sporting para trás, tendo sido contrariado pela calma demonstrada pelo nosso meio-campo, evidenciada pela forma segura e tranquila como seguraram o jogo e trocavam a bola. Mesmo assim, a primeira grande oportunidade de golo foi dos ingleses, que por duas vezes viram essa chance negada com duas belíssimas intervenções do Rui Patrício. Aí o Sporting abalou um pouco, e o Everton, utilizando o campo todo e sobretudo as alas onde Piennar e Donovan ajudados por Baines e Neville, obrigavam os nossos médios a descer muito para que Abel e Grimi não ficassem sozinhos em tarefas defensivas. Isto provocava um desequilíbrio quando depois queríamos sair para o ataque, pois Matias e Ismailov não conseguiam estar em dois sítios ao mesmo tempo. Mas esta situação é mais mérito do Everton que demérito dos nossos jogadores. E foi nessa altura que surgiu o golo. Como não conseguíamos sair com a bola controlada deixámos o Everton muitas vezes levar a bola para perto da área de decisão, e se estivemos atentos aos remates de meia distância, não fomos capazes de travar todos os passes de ruptura que os ingleses sempre tentaram. Num deles, Cahill (talvez fora-de-jogo) tem um pormenor espantoso a deixar para o Piennar marcar.

Seguiu-se um período muito bom do Sporting, claramente a reagir ao golo sofrido, e finalmente com o nosso meio-campo a querer fazer-se ver em Goodison Park, com boas aberturas, trocas de bola rápidas e com o Levezinho a ser muito incomodativo para os centrais, pois com a sua capacidade e mobilidade, abriu sempre espaços para o Matias, Veloso, Moutinho e Ismailov poderem aparecer. Tivemos aqui 2 excelentes oportunidades. Uma primeira com um remate frontal do Pedro Mendes para uma boa defesa do Howard, lance em que se o Moutinho tem sido mais rápido a decidir o que fazer na recarga, teria certamente dado em golo, e um segundo lance em que o Ismailov descaído na direita chutou ao poste. Duas boas ocasiões que demonstram que quando se está em baixo, não se consegue ser feliz e marcar nas alturas certas dos jogos. Foi pena termos ido para o intervalo a perder.

Pensei que o Sporting viria para a 2ª parte mais motivado e com a coragem de pegar no jogo. Mas não. Permitimos outra vez que o Everton começasse o jogo a dominar, na expectativa do que eles fariam e sem grande concentração. Os jogadores do Sporting têm de se lembrar que quando o árbitro apita, acabou o intervalo! E por falar em árbitro, tinha de aparecer esse senhor. Não sou nunca de dar desculpas com arbitragens, mas passamos a vida a dizer mal dos árbitros portugueses e nunca avaliamos bem os estrangeiros que também erram e muito, infelizmente quase sempre contra nós. Aqui tenho de lembrar-vos da tal falta de poder institucional que vimos demonstrando nos últimos tempos. O 2º golo é claramente em falta, mas também tem uma dose de ingenuidade do Rui Patrício. Erro lamentável do árbitro a prejudicar o Sporting, pois toda a gente vê que em duas situações existem irregularidades. Tanto Cahill como Dustin fizeram falta, um carregou o nosso guarda-redes e o outro utilizou o braço como forma de fazer golo.

No início do jogo, em conversa com amigos, tinha dito que 2-1 era um dos resultados que mais gosto nas competições europeias, pois obriga-nos a tomar a iniciativa do jogo em casa, jogar para ganhar e nunca ter a ideia que o empate é suficiente. Mas para se obter esse golo que faltava ao “meu” resultado preferido a seguir a uma vitória, era preciso mais Sporting em campo, era preciso o Sporting do final da primeira parte. E apareceu. Mas quando?

Sei que tenho tecido algumas duras críticas à forma como o Moutinho tem jogado ultimamente, umas justas outras se calhar injustas, mas hoje tive razão. Foi quando o Moutinho saiu que o Sporting jogou mais rápido, tentou lateralizar o jogo e foi mais dinâmico na transição defesa-ataque. Uma palavra também para o Carvalhal: Uma substituição não pode ser apenas uma substituição, tem de ser encarada como uma alteração ao esquema que se estava a utilizar e ser entendida como uma lufada de ar fresco para dentro do campo, com os jogadores a acreditarem na opção do técnico e cumprirem essa instrução. Hoje foi bem entendida e bem executada. Se a qualidade dos que saíram é inferior aos que entraram, não se notou, e isso conta muito.

A partir do minuto 65, só deu Sporting, embora o everton tenha tido mais 2 boas chances. Fomos para cima deles, e começamos a acreditar ser possível fazer o tal golo importantíssimo nas competições uefeiras. E ele surgiu. Num penalty claríssimo sobre o Liedson, que incrivelmente na 2ª parte me pareceu algo cansado e menos preponderante que na 1ª parte. Tenho de referir, obviamente, a forma segura e cheia de confiança com que Miguel Veloso bateu o penalty. Muito bem.

Em jeito de conclusão e não querendo fazer esquecer os últimos tempos da nossa equipa, está tudo em aberto. E temos mais do que equipa para derrotar o Everton e seguir em frente. Oxalá os nossos jogadores o percebam.

Abr


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