Ricardo Andorinho sobre a Independência

João Mineiro, 18 de Março de 2011 0:21

http://cfdindependente.wordpress.com/2011/03/17/ricardo-andorinho-pela-independencia/

Acredito que só com uma separação de poderes e uma clara definição de responsabilidades de cada um dos órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal estejam reunidas as condições para serem protegidos os interesses dos sportinguistas em relação à transparência da gestão operacional e financeira de toda a organização.

A história recente do Sporting Clube de Portugal explica ela própria a necessidade cada vez mais premente de uma verdadeira separação de poderes dentro do Clube. Ao cabo dos últimos 15 anos, assistimos a uma clara incapacidade na aplicação de – como o próprio nome indica – competências fiscalizadoras da actividade da Direcção efectivamente desempenhar o seu papel. E a explicação dessa incapacidade é simples, mas assustadora: solidariedade institucional. Um Conselho Fiscal e Disciplinar (“CFD”) formado e nomeado pela Direcção é necessariamente alinhado com essa Direcção e portanto menos atreito a contrariá-la ou a exercer sobre ela qualquer forma de controlo. Os resultados desse alinhamento e desta junção de poderes que deveriam estar separados está à vista: Aos membros do CFD cessante resta afirmarem debilmente que não sabiam de nada e que nada podiam ter feito, ou mesmo a contrariarem os pareceres positivos que haviam dado às contas do Clube.

Por força de anos a fio de obscuridade e subserviência à Direcção, o CFD é hoje encarado pela generalidade dos Sportinguistas como um órgão menor. Tornou-se habitual o Presidente do CFD ser uma figura decorativa que aparece apenas em ocasiões que exijam a presença de todos os órgãos sociais e assistir candidamente ao desenrolar dos acontecimentos, como se não tivesse qualquer poder sobre os mesmos.

Mas a realidade é outra. O CFD é estatutariamente um órgão de grande relevo. É o garante da legalidade das acções da Direcção e é quem recebe o mandato dos Sócios para assegurar que a Direcção age, na esfera patrimonial, de forma honesta e protectora dos interesses do Clube. É o defensor por excelência do bom nome do Clube e dos seus Sócios. Para que todos percebamos a importância deste órgão, com um CFD verdadeiramente independente, acredito que muito do que aconteceu ao nosso Clube, muito do delapidar do nosso património não teria acontecido.

Mas aconteceu. E este acto eleitoral é, por todos os motivos, um dos momentos mais importantes da história do nosso Clube. Porque nos vai permitir que não volte a acontecer. Porque nos vai permitir escolhermos em definitivo que rumo queremos para o nosso Clube. Não com fundos, jogadores e promessas, mas com princípios e com trabalho. Queremos uma Direcção com roda livre para decidir o rumo do Clube, respaldada por um CFD que lhe seja submisso e que assinará por baixo do que aquela decida? Ou queremos um novo rumo, com uma Direcção duplamente obrigada a agir apenas e só nos melhores interesses do Clube, quer porque recebeu esse mandato dos Sócios, quer porque um CFD leal apenas aos Sportinguistas zela por interesses do Clube e não permite que estes sejam postos em segundo plano seja por que motivo for?

Creio que nenhum Sportinguista tem dúvidas sobre o melhor rumo para o Sporting, e que esse rumo é o da Independência, Rigor e Verdade. Acredito que o Sporting pode e deve trilhar esse rumo, e acredito que o CFD tem um papel de grande importância no moldar do futuro do nosso Clube.

No entanto, vejo que quase todas as listas dão pouca importância a este órgão. Umas procuram sentar neste órgão os credores do SCP, por forma a facilitar medidas de gestão que protejam os interesses destes e assim viabilizar a sua governação. Outras parecem contentar-se com nomear pseudo-notáveis do Clube sem grande domínio dos assuntos e aparentemente sem sequer terem ideias definidas para como deve actuar este orgão na gestão do Clube.

Por acreditar que só um Sporting gerido com total isenção pode recuperar a glória que lhe escapa (no futebol, porque nas nossas modalidades continuamos a encher de orgulho quem nos apoia), vejo a Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal como o único movimento preocupado em regenerar a governação do Clube sem recorrer a chavões e demagogias, lutando por valores que considero essenciais para o futuro do nosso Clube:

Devolver o Controlo aos Sócios:

Não entendo a SAD fora das mãos do Clube. A realidade do Clube mudou, e a sua actividade está hoje congregada na SAD. Mas o Sporting tem, e tem que continuar a ter, carácter associativo. A decisão sobre o rumo da SAD tem que continuar de mão dada com o Clube e são os Sócios quem têm que continuar a deter o poder no Clube, e este a deter o poder na SAD. Revejo-me totalmente na manutenção da maioria do capital da SAD ser detida pelo Clube e a Candidatura Independente é a única que é clara quanto a isto.

Acredito ainda que para que os Sócios tenham efectivo controlo e conhecimento sobre o governo de uma realidade tão complexa e com tantas sociedades participadas como é hoje o Grupo Sporting, é essencial que o CFD possa estender as suas competências de fiscalização à SAD e a todas as sociedades participadas. Esse objectivo só se poderá atingir com uma revisão dos estatutos como a defendida pela Candidatura Independente, proposta que apoio totalmente.

Compreender o Passado para Preservar o Futuro:

Uma das minhas preocupações, como Sportinguista e como profissional, é compreender como chegámos aqui. Como fomos de um dos maiores proprietários de imóveis de Lisboa a locatários de uma Academia que pertence a um banco e a termos que entregar passes de jogadores de penhor para garantir pagamento de acções. Compreender como quase todo o património se foi, deixando apenas uma asfixia financeira com que todo o Clube se debate. O verdadeiro corte com o passado do Sporting exige vontade real de compreender esse passado e esse percurso até este presente. Não se trata de caça às bruxas, como tanto ouço dizer, trata-se de apurar a verdade.

E para apurar a verdade, exige-se uma verdadeira auditoria de gestão, um verdadeiro apuramento de realidades, exercício a exercício, direcção a direcção, activo a activo. E é essencial estender este exercício a todas as empresas do chamado Grupo Sporting. Neste vector, a abordagem desta candidatura é a menos compromissória e a que defende a maior profundidade de análise, para que os Sportinguistas possam saber a verdade sobre um Clube que é seu.

Informar do Presente:

É inegável a importância que a actividade financeira tem hoje no Sporting. E por ter essa importância, defendo que é crucial que os Sócios do Sporting sejam informados sobre essa actividade com maior regularidade, rigor e simplicidade. Sem jargão tecnocrático e sem mistificações. A realidade dos números como ela é, e à medida que se vai desenrolando. A proposta da Candidatura Independente é, neste tema, inovadora e reveladora de um respeito pelos Sócios e vontade de lhes dar a conhecer a verdade como nunca vi nas Direcções anteriores.

Cobrar as Promessas:

Promessas eleitorais são já um clássico do nosso Clube. Três títulos em cada cinco anos, Estádios topo de gama com endividamento zero, amortização rápida do passivo, independência da banca, apresentações semanais de Sócios, retorno de velhas glórias, compromissos com instituições, votos por correspondência, aos Sportinguistas já tudo foi prometido. No entanto, os mandatos sucedem-se e as promessas ficam onde apareceram: nos slogans de campanha.

Pela primeira vez vejo uma lista propor certificar-se que quem promete, cumpre. Gosto que me digam a verdade e que façam o que me prometem, especialmente quando ganham o meu apoio com isso. Estou certo que de promessas todos os Sportinguistas estão fartos. Queremos realidades, e queremos que alguém se comprometa a garantir que elas se cumprem.

Acredito profundamente que é no momento mais difícil da vida do Sporting Clube de Portugal que não podem existir cedências, compromissos ou consensos. Para o Clube poder continuar a ser esta parte da nossa vida que nos enche de orgulho, temos que manter a casa mais limpa, mais honesta e mais transparente de todas. Perante o mundo, mas acima de tudo perante nós. Acredito que o CFD tem um papel de relevo nessa tarefa de credibilização institucional do Sporting. E acredito que a Candidatura Independente ao CFD é quem se apresenta, em termos de ideias, de empenho e de princípio, como a melhor posicionada para o conseguir.

No dia 26, apelo a todos os Sportinguistas que, votem em quem votarem para os demais orgãos, votem na Candidatura Independente ao CFD. É a candidatura que oferece aos Sportinguistas reais garantias de Indepedência, Rigor e Verdade. Estes são valores com que qualquer direcção digna de dirigir os destinos do nosso Clube exige trabalhar, e sei que são os valores que exigirão a quem quer que seja eleito.

Ricardo Andorinho

Este sim, é o Sporting que dá gosto !

João Mineiro, 14 de Março de 2011 16:49

Futsal… Vitória !!!

João Mineiro, 28 de Novembro de 2010 16:28

Our Clube, Our Rules

João Mineiro, 24 de Novembro de 2010 8:10

Com os nossos parabéns ao FC United of Manchester, representantes da defesa do futebol com tradição.

Mais informação, aqui.

É preciso…

João Mineiro, 4 de Novembro de 2010 8:30

…ensina-los a comer a relva. A terra se for necessário!

Legenda: Equipa de júniores treinou três dias com os comandos, fotos DN.

Um pavilhão para o Sporting

João Mineiro, 18 de Outubro de 2010 1:25

O Arquitecto Pedro Rosado Silva, integrante da lista Ser Sporting às últimas eleições, desenvolveu um estudo prévio simplificado sobre um pavilhão que, apesar das condicionantes técnicas e espaço disponível, estivesse à altura dos pergaminhos do Clube.

O objectivo é contribuir com ideias concretas sobre as valências e possibilidades deste espaço, pelo qual todos ansiamos.

Quando se discute, nas AGs e fóruns, sobre ajudar o Clube, é precisamente disto que se fala. Regressaremos à temática do pavilhão em breve,  fica para já o vídeo:

Pavilhão de Alvalade – Estudo Prévio Simplificado II.

Exige-se !

João Mineiro, 16 de Outubro de 2010 18:27

Exige-se conhecer quem foi o responsável por fomentar a violência entre sócios do Sporting, indicando nomes de pessoas que deveriam ser insultadas e agredidas.

Isto é o Sporting, não é uma organização mafiosa, e não fosse essa vergonha a AG teria decorrido de forma positiva, com muita participação e interesse por parte dos Sócios.

O ABC da reestruturação (e as razões pelas quais não faz sentido)

João Mineiro, 25 de Agosto de 2010 10:10

Tenho visto na blogosfera leonina, assim como nos jornais desportivos, muita falta de informação (ou desinformação consoante os casos), sobre o que é verdadeiramente o projecto de reestruturação financeira – tal como vem proposto desde o tempo de Filipe Soares Franco. Antes do mais há que esclarecer três pontos:

- Este projecto nada tem de semelhante com o que foi inicialmente negociado em 2005, ao contrário do que deixa entender aqui um blogger anónimo.

- O controlo da SAD não fica assegurado com 51% do capital, uma vez que não estão garantidos 51% dos  direitos de voto mas apenas 26,33%.

- A reestruturação financeira não permitirá investimentos avultados no futebol, como adiante se mostra, ao invés do que é dado a entender em asneiras difundidas pela Lusa e publicadas em diversos meios de comunicação.

A operação, tal como estava anteriormente planeada, processar-se-á em 3 passos.

Passo 1 – Operação Harmónio

Uma operação harmónio é uma operação através da qual uma empresa reduz parte do seu capital para cobrir prejuízos acumulados, aumentando-o em seguida através da emissão de novas acções. No fundo, é o assumir da incapacidade de recuperar prejuízos passados, “limpando” os mesmos dos capitais próprios através de uma redução de capital.

Desgraçadamente, esta é a segunda operação do género que a SAD leonina propões aos accionistas em apenas 6 anos. Já em 30 de Junho de 2004 o capital social foi reduzido de 54,9 M.€ para 22 M.€, sendo a diferença de 32,9 M.€ destinada à cobertura de prejuízos acumulados nos exercícios anteriores…

É necessário esclarecer que a operação harmónio agora  proposta, com uma redução de capital de 21 M.€ e um novo aumento de capital de 18 M.€, não irá traduzir-se numa entrada de fundos uma vez que o Sporting (Clube) irá participar no aumento de capital através de novo financiamento bancário. Os recursos postos à disposição da SAD serão utilizados para abater dívida bancária no mesmo montante, no âmbito da reestruturação. Trata-se portanto de uma mera operação de recomposição de capitais e absorção de prejuízos.

Passo 2 – Emissão de VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis)

Por sua vez a emissão de VMOC (não são mais que obrigações que pagam juro até à conversão em acções) representa, apenas, substituição de dívida – obrigações emitidas para pagamento de dívida bancária. As obrigações permitem uma maior folga na tesouraria da SAD, através da redução anual do reembolso de capital em dívida de 55 milhões de euros, mas quase nenhuma poupança de custos/juros nos próximos anos. Imagine-se, a título de exemplo, que a entrada de fundos substitui dívida bancária com um prazo de reembolso de 20 anos – em média reduz-se o reembolso durante esse período em 2,75 M.€ por ano. Ou seja, 10% do investimento realizado em jogadores nos últimos meses !!! Ver aqui… Outra opção seria investir este dinheiro em jogadores e galopar em direcção a um passivo de 450 M.€, o que é impensável.

Essa folga de tesouraria, tem no entanto um custo brutal para os Sportinguistas. Ao emitir os VMOC, o Sporting perde a maioria do capital da SAD se não entregar os seus últimos activos à sociedade. As contas são as seguintes:

- Sporting detém actualmente 68,60% do capital da SAD de 42 M.€

- Sporting passará a deter 83,09% do capital da SAD após operação harmónio (assumindo que subscreve a totalidade do aumento de capital), do novo capital social de 39 M.€ (42 – 21 + 18)

- Sporting passará a deter 34,47% do capital da SAD após operação harmónio e emissão de VMOC, do novo capital social de 94 M.€ (39 +55)

A forma “encontrada” para garantir 51% do capital da SAD na posse do Sporting é um novo aumento de capital em espécie, ou seja, a entrega de activos à SAD por parte do SCP. O valor desses activos (X) pode facilmente ser calculado resolvendo a seguinte equação:

[(34,47% * 94 M.€) + X] / (94 M.€ + X) = 50,01%

Ou seja, X = 29,2 M.€.

Estima-se portanto que a SAD irá ficar com um capital final de cerca de 123 M.€.

Passo 3 – Integração da Academia e dos direitos de superfície do Estádio

Conhecendo a avaliação feita à Academia de pouco mais de 20 M.€ – cujo relatório nunca foi público – mas que assumia incompreensivelmente que o novo aeroporto em Alcochete não traz valor acrescentado aos terrenos, e uma vez que esse valor não perfaz os 29 M.€ acima calculados, resta ao Clube passar também para a SAD os direitos de superfície do Estádio José Alvalade.

Resultado final da reestruturação proposta

Antes ainda de revermos as consequências um facto: é absolutamente inaceitável que toda esta engenharia financeira nunca tenha sido claramente explicada aos sócios.

- No Congresso Leonino, realizado em Santarém, José Castro Guedes, mentor do projecto, limitou-se a mostrar alguns slides com as contas da reestruturação financeira numa base de caixa, recusando-se a entregar esses mesmos slides aos 50 sócios/delegados presentes, bem como qualquer outro elemento contabilístico do Grupo Sporting, conforme requerido por 8 delegados presentes, representando 200 votos de sócios. Esse requerimento nunca teve resposta, prevalecendo em Santarém a exposição contabilística de “mercearia”;

- A Sporting Comércio e Serviços foi vendida à SAD sem ser conhecido sequer um balanço da sociedade; a avaliação da Academia nunca foi tornada pública; a autorização para a redução de participação na SAD e trespasse da Academia nunca tiveram aprovação em AG;

- As Assembleias Gerais têm sido um desfilar de silêncios, justificados com a necessidade de “não maçar os sócios”, ou por “falta de condições de segurança”;

- Os pedidos de elementos informativos, ao abrigo do art.20º/1/d dos Estatutos, são constantemente ignorados, motivo mais que suficiente para impugnar qualquer Assembleia Geral. Este pedido e consequente recusa, assinada pelos serviços do Clube, são apenas um triste exemplo;

- A informação enviada para as redacções deixa entender que tudo não passa de uma operação para “dotar a SAD da capacidade necessária de investir na sua equipa de futebol“.

Ora sendo o futebol a única actividade capaz de gerar mais-valias regulares que nos levem à redução do passivo, a venda da sua gestão e capital a terceiros tem de ser explicada de forma transparente. Uma opção pela privatização da principal modalidade do Sporting e pela venda de 50% dos activos que lhe restam exige clareza.

Neste cenário final o Sporting e a intervenção dos sócios ficam limitados a:

- Gestão das modalidades;

- 25% das quotizações dos sócios,

- 50,1% de uma SAD que deixa de controlar – onde terá direito a apenas 26,3% dos direitos de voto. Note-se, a título explicativo, que as acções do tipo B estão limitadas a 10% dos direitos de voto e o Sporting apenas detém 16,33% de acções do tipo A, sem limitações de voto, conforme resulta do artigo 13º dos Estatutos da SAD.

É isto que os sócios querem?

Alternativas

Finalmente chegamos à questão final: existe alternativa?

Claro que sim.

Toda a reestruturação montada não vai permitir mais que uma ligeira redução dos encargos de tesouraria, implicando um custo imediato de alguns M.€ em custos bancários na montagem da operação, obrigando a uma perda total de poder por parte dos sócios com e ao esvaziar do Clube dos seus activos.

Por forma a conseguir o mesmo  efeito de tesouraria há que renegociar a dívida bancária para prazos mais alargados, ajustando os reembolsos de capital aos anos de venda de jogadores da formação e oferecendo em contrapartida novos colaterais aos credores. Ou reduzir a massa salarial do Grupo Sporting em 200 mil € /mês. Ou criar um Fundo de Investimento para os passes da formação. Ou criar fundos de Fomento Desportivo. Ou vender o “naming” do estádio durante alguns anos, por doloroso que seja.  Ou recuperar a dinâmica de merchandising do Clube através da rede de Núcleos do Sporting.

Ou, a hipótese mais valiosa de todas, com um efeito equivalente à reestruturação proposta pela “Geração da Dívida”.  Recuperar/angariar 20.000 sócios  – a base de todo o programa Ser Sporting.

Não seria essa verdadeiramente a solução de futuro que o Sporting necessita?

Força Sporting !

João Mineiro, 14 de Agosto de 2010 18:41

Começa hoje o campeonato nacional de futebol… Força Sporting !

Liga Europa

João Mineiro, 16 de Julho de 2010 11:18

Sporting Clube de Portugal (POR)  -  FC Nordsjælland (DEN)

Jogos a 29 de Julho e 5 de Agosto

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